| FOTOS DA EXPEDIÇÃO À CHAPADA DIAMANTINA |
DIÁRIO DE VIAGEM
15 DE MARÇO
Às 09h05min saímos do Posto Ceolin, na Serra. Partia nossa Expedição: na Toyota Bandeirante: Alexsandro, Claudia e Rafael; no Javali: Hiran e Zilma; e no Suzuki Samurai: Davison e Carolina. Seguíamos bem, paramos para almoçar em Pedro Canário, até o Suzuki abastecer com gasolina adulterada, em Posto da Mata (aproveitamos para dar uma checada geral nos jipes, principalmente o óleo da caixa de marcha da Bandeirante). O desespero do Davison era até engraçado (“meu carro não tá desenvolvendo...” – “agora tá andando!” – “tá parando de novo!” – “voltou”), sem falar que foi “abandonado” pelo Hiran, enquanto era rebocado (após ultrapassar um caminhão e o Davison ficar: “Sandrinho, cadê o Davison? Não tá atrás de mim!”). Susto e gargalhadas geral, mas tudo sob controle. Depois de trocar toda gasolina, dormimos em Eunápolis, no Gallope Plaza Hotel.
DICA 1: abasteça em local confiável
DICA 2: não beba gasolina



16 DE MARÇO
Saímos de Eunápolis às 09h12min, deixando a BR 101 em Teixeira do Progresso. Pegamos um longo trecho de serra, fizemos algumas paradas para fotos e pro Javali, que deu uma aquecida. Passamos por Potiraguá (a terra do granito Azul Bahia), Itapetinga, Itambé e às 15h50min chegamos a Vitória da Conquista (detalhe: sem almoço!). Aquela lanchonete foi do céu ao inferno em pouco mais de uma hora: uma coxinha passada fez parte do comboio dormir no hospital, outra parte na Pousada Santa Teresa, em Ituaçu.
DICA 1: não coma coxinha em beira de estrada
DICA 2: se informe antes: o que é - asfalto – quase asfalto – ex-asfalto – estrada rala coco – buraqueira geral. Isso tudo é o trecho entre Ituaçu a Tanhaçu. E não passe mal nessa estrada!!
DICA 3: não vale a pena economizar uma pernoite dormindo no hospital, menos ainda dentro do jipe...


17 DE MARÇO:
Começar esse dia foi difícil pra uns. Mas as 11h08min nos deparamos com a primeira beleza da Chapada: a Gruta da Mangabeira, que fica em Ituaçu. Muito bonita, dentro dela é uma igreja. O acesso a ela é uma escadaria de 190 degraus.
Saindo de lá seguimos para Barra da Estiva, onde um morrão de 1452m, com antenas lá no cume, nos sugeriu uma subida. O visual foi de arrasar!!! Logo adiante almoçamos no Rei da Picanha (em Barra da Estiva).
Continuamos na estrada, a chuva caia mansinha, e a vista das montanhas de Ibicoara era linda.Dali cortamos caminho por Pau Ferrado e Cascavel, estrada de terra com muito buraco e algumas erosões. Às 17h40min chegamos a Mucugê, nossa primeira visita foi ao Cemitério Bizantino, a algo muito diferente e exótico. Os túmulos são feitos sobre as rochas.
Dormimos na Pousada Recanto da Chapada.
DICA: visite os serviços de atendimento ao turista. Eles são da região, conhecem bem cada passeio e nos dão dicas que não vem nos folders.






















18 DE MARÇO:
Tour em Mucugê: Conhecemos o Projeto Sempre Viva, um museu encravado nas rochas, que promove pesquisas científicas de fauna e flora. Ali pegamos a trilha (a pé) para chegar à Cachoeira da Piabinha, que fica a 3 min de caminhada, e do Tiburtino, mais 25 min a frente que vale muito a e pena, a gente se depara com degraus de cachoeiras que seguem por um canyon. Deslumbrante!
12h10min seguimos para o Poço Azul. Agora sabemos por quê viemos de jipe: 20 km de chão – bem ruim – num retão que não tinha fim! E no final dessa trilha, tivemos que atravessar o Rio Paraguaçu, e por sinal, qualquer obstáculo é pouco, pra ver aquele pedacinho de paraíso! Um poço de água cristalina no fundo de uma gruta, onde uma fenda no teto , incide o raio de sol e deixa a água num azul indescritível. Você se sente dentro de uma montagem de cenário, não parece real. Ali fizemos flutuação, com auxílio do guia Israel, que é super atencioso e prestativo, e nos deu muitas dicas de fotos. E o almoço no restaurante da sua mãe, D. Alice, também é show!
Às 16h00min fomos para Igatu, conhecer Xique Xique do Igatu, as ruínas da vila dos garimpeiros de diamantes, do séc. XIX. É uma vila de pedras, desde suas estradas (longas subidas), e a própria arquitetura local. É diferente, interessante.
Resolvemos descer e pernoitar em Andaraí. Ficamos na pousada Cascalho, e à noite fomos lanchar no “Tá Lento lanches”, do Sr. Marinho, uma pessoa que sabe cativar seus clientes. Seu lanche pode até ser lento, mas é feito com talento!



































19 DE MARÇO:
Uma breve checada nas “máquinas”, que hoje o dia vai ser pauleira. Seguindo recomendação, fomos para Lençóis por trilha – 26 km. Saímos às 9h00min, logo deixamos o asfalto. Uma estrada de chão, estreita, muitas árvores, e, de cara, estávamos em cima de um leito de rio, seco. Andamos um bocado por areia, e aí começou mesmo a trilha: buracos, erosões, pedras (muitas pedras!) e rios a atravessar. Num dos pontos turísticos da trilha, na Cachoeira do Roncador, encontramos uns jipeiros do Comando Apache, de Fortaleza. Trocamos umas idéias e seguimos adiante. Foram mais de 4 horas de trilha gostosa, passando por lugares lindos, alguns trechos exigindo técnica para passar sem problemas.
Às 13h25min chegamos a Lençóis, e fomos almoçar no Restaurante do Bode. Lá encontramos com Marcão. Após um breve descanso na Pousada Raio de Sol, ele nos levou para ver o magnífico pôr do sol, no alto do Morro do Pai Inácio. A vista de lá é um espetáculo da natureza. Apesar do esforço para subir uns 300 metros em trilhinhas pelas pedras, a sensação ao chegar no topo é algo indescritível, você tão pertinho do céu, vendo de cima aquela paisagem tão singular. Pudemos contemplar a ida do sol, e de quebra pegamos também a vinda da chuva. Acompanhamos cada centímetro sua chegada, até nos alcançar, e tornar nossa descida ainda mais cuidadosa. Voltamos de corpo e alma lavados (literalmente). À noite fomos lanchar no centro da vila.




























20 DE MARÇO:
Ainda em Lençóis, fomos conhecer Serrano, piscinas naturais no meio de pedras, a água escorre internamente entre uma piscina e outra. Pegando uma trilha, chegamos ao Salão das Areias Coloridas, formadas pela decomposição de rochas e conglomerados de arenito. Seguindo a trilha, mais adiante estava a Cachoeirinha, suas águas escorrem num piscinão bom para um mergulho. Às 11h50min pegamos os jipes e partimos para conhecer Mucugezinho, já saindo de Lençóis. Local muito bonito, a água corre em alguns trechos sobre lajedos que formam tobogãs e poços. Almoçamos por lá. Mais tarde fomos conhecer a Gruta da Torrinha, um dos principais sítios espeleológicos do Brasil. Imagine que em vários trechos andávamos abaixados. Dava vontade de rir! E a passagem de um salão para o outro... tão estreita que Hiran e Zilma desistiram.
Voltaram. Lá vimos espelotemas raros, como helictites, canudos de cristal e de gipsita, além da segunda maior flor de aragonita de todo o mundo, e no final do passeio, ainda pudemos saborear uma especialidade da casa: os bolinhos de queijo. Tudo isso com a atenção e simpatia do Sr. Eduardo, proprietário e guia da gruta. Ele nos deu a dica da pousada na Pratinha, então partimos para lá, onde pernoitamos. Aliás, a princípio vamos parabenizar o pessoal da fazenda da Pratinha, principalmente o Júnior, que nos recebeu, pois nos sentimos totalmente em casa. Hospitalidade nota 10. Ainda à noite Sandro, Davison e Rafael foram tomar banho na lagoa da Pratinha, e já dava para imaginar o cenário que nos aguardava.



















21 DE MARÇO:
Realmente o local é de rara beleza. Logo cedo fizemos o mergulho na caverna da Pratinha. Não dá prá descrever o que vimos: água transparente, num tom azul prateado, cheia de peixes e tartarugas, e, como a escuridão na caverna é total, os focos das lanternas na água faziam até areias e pedras brilharem. Lindo !!!! Pouco antes da saída, o guia recomenda que apague as lanternas e olhe para a saída da gruta (por baixo d’água). O cenário é este: um azulão de fundo, e milhares de peixes na superfície te esperando para nadar junto. Não dá pra imaginar, mas quem viu jamais vai esquecer. Dali mesmo descemos para a lagoa, Davison, Carol e Rafael desceram de tirolesa, o resto a pé.
Às 12h50min, com muita pena, partimos para Palmeiras, já iniciando o retorno da viagem. “Almoçamos” em Guiné, depois seguimos até Mucugê, sempre acompanhando a Serra Sincorá. Despedimos-nos da Chapada, e pegamos trajeto de volta: Barra da Estiva – Ituaçu – Tanhaçu – Sussuarana – Anajé – Vitória da Conquista, onde depois de muita procura, pernoitamos no Hotel Cafezal.













22 DE MARÇO:
Às 10h00min Saímos de Vitória da Conquista, voltando para casa. Na parada do Almoço, em Itagimirim, decidimos pernoitar em Costa Dourada, litoral, divisa do Espírito Santo com a Bahia.
Ficamos na Pousada da Tia Fina.








23 DE MARÇO:
Passeamos pela praia de Costa Dourada, depois fomos para Riacho Doce e Itaúnas. Chegamos em casa por volta das 22h00min.
II EXPEDIÇÃO VILA OFF ROAD – CHAPADA DIAMANTINA: registramos aqui nossos agradecimentos a todas as pessoas que nos ajudaram nessa viagem, antes e durante, nos apoiando, informando, recebendo com simpatia; e, por todos esses motivos descritos nesses 9 dias de passeio, recomendamos que todos também o façam, e se encantem e se apaixonem como nós.
Colocamo-nos a disposição para qualquer informação sobre essa maravilhosa expedição.
Até a próxima!!!
VILA OFF ROAD